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Maior vida útil para a madeira

O grupo de pesquisa Modificação da Madeira, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Florestais (PPGCFL) da Universidade Federal do Espírito Santo, vem se dedicando a estudar os processos de modificação da madeira destinada à construção civil e à indústria. O objetivo é aumentar a resistência à biodeterioração, que é a degradação ou dano provocado por seres vivos, principalmente fungos e insetos.

 

As pesquisas estão sendo feitas principalmente com madeira de eucalipto, oriunda de plantios de rápido crescimento e rotações curtas. O grupo pesquisa também a madeira tropical da Amazônia brasileira, com foco na madeira de tauari, ideal para pisos, móveis, portas e painéis, porém ainda pouco utilizada no mercado nacional.

 

O professor e coordenador do grupo, Djeison Cesar Batista, lembra que pesquisas assim são desenvolvidas em termos científicos e industriais, principalmente na Europa. Entretanto, é um tema pouco estudado no Brasil.

 

Resultados preliminares indicam que a modificação térmica é uma alternativa sustentável aos tratamentos convencionais, pois aumenta a durabilidade da madeira sem o uso de produtos químicos.

 

A pesquisa é particularmente relevante para o Brasil, onde a adoção da madeira na construção civil ainda é limitada por questões relacionadas à durabilidade, manutenção e percepção de riscos.

 

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